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DIAS PARA O CARNAVAL!

Leonardo Catta Preta - Colorado do Bras 2019

As várias facetas de Leonardo Catta Preta

Jovem e com uma iniciativa impar em aprender o atual Carnavalesco da Colorado do Brás entra em seu sétimo desfile no Anhembi

10/10/2018 Redação Liga SP - Foto: Leonardo Catta Preta - Colorado do Bras 2019

Natural de Volta Redonda, Leonardo Catta Preta é mais um Carnavalesco que desde muito cedo descobriu o seu dom para a arte. Prestes a completar 30 anos, formado em artes visuais o também ator justifica na astrologia o seu desejo de estar sempre aprendendo mais. Sagitariano que odeia a zona de conforto, Léo, descobriu a sua vocação para as artes em sua cidade natal, fazendo uma comissão de frente e desde então, não parou mais.

Orgulhoso por ter em seu currículo passagens por três escolas de São Paulo, X9 Paulistana, Império de Casa Verde e atualmente Colorado do Brás, o artista diz que hoje a sua casa é aqui. “Hoje eu tenho o Carnaval de São Paulo como a minha paixão, eu fui adotado, comecei no Grupo Arquétipos de Teatro, lá na minha cidade, Volta Redonda, depois fui para a Beija Flor, Mocidade Independente de Padre Miguel e aí descobriu o Carnaval de São Paulo”, relembra.

Com a comparação inevitável entre especialistas, Léo é categórico ao afirmar as diferenças entre o eixo Rio-São Paulo. “Carnaval é Carnaval, é sempre uma magia e eu tento fazer com muito amor onde eu estiver. A diferença entre o São Paulo e Rio de Janeiro, é que aqui é muito mais técnico, eu tenho um regulamento, uma cartilha a seguir, sendo assim uma parte criativa fica bloqueada, já no Rio eu posso inserir essa criatividade de uma forma mais livre”, argumenta.

Agradecido, Léo não esquece daqueles que sempre acreditaram nos seus ideais, principalmente quando chegou a São Paulo. “Eu devo muito ao mestre Alexandre Louzada e a Império de Casa Verde, foram eles que abriram as portas aqui na capital paulista. O Louzada sempre me deu muita liberdade, me ensinou desde a elaboração de uma fantasia mais simples até a concepção da pasta final para os jurados. E na Império eu senti a emoção de desenvolver um projeto sozinho, em 2015”, recorda.

Outra pessoa fundamental na história profissional de Leonardo Catta Preta e o consagrado Cid Carvalho, atualmente na Beija Flor, segundo Léo, ele foi seu grande “carrasco”, mas do bem. “Quando eu chegava tarde no barracão da Mocidade ele me mandava de volta para casa, chorei muito por ele brigar comigo, mas hoje, sinceramente eu entendo e agradeço. Ele me ensinou muito, o Carnaval não é brincadeira, é um trabalho, precisa de responsabilidade e de dedicação”, se emociona e garante que segue todos os conselhos.

Assumindo que um de seus defeitos e ter dificuldade em delegar funções, o Carnavalesco gosta de acompanhar de perto todos os seus filhos, ou melhor, a criação de suas alas e alegorias. “Eu sou daqueles Carnavalescos que gosta de abraçar tudo, eu desenho, escrevo, costuro, adereço, subo em carro e se precisar até varro o barracão, é a minha leitura de trabalho, prefiro estar inserido em tudo”, comenta em meio a uma gargalhada.

Desenvolvendo seu terceiro Carnaval na escola de samba Colorado do Brás, o artista acredita que a adaptação tanto dele quanto da comunidade seguem resultando em bons frutos. “Começamos no Grupo de Acesso 1, e hoje chegamos ao Especial. Eu tento fazer um trabalho diferenciado, na questão de detalhes e parte cênica. Hoje a escola tem muitas alas coreografadas e uma grande disciplina, acredito que estamos prontos para permanecer onde chegamos e podemos ir muito além, sempre entre as melhores do Carnaval”, afirma.

Após 25 almejando o retorno ao Grupo Especial, Leonardo Catta Preta, desenvolve na Colorado do Brás, o enredo “Hakuna Matata – Isso é viver”, e promete surpreender na avenida, afinal, ele tem a responsabilidade não apenas de abrir o Carnaval de São Paulo, mas o Carnaval do Brasil. “Eu reverti essa ideia, prefiro pensar que esse desafio é uma honra, um orgulho imenso, estou abrindo o Carnaval do Brasil. Só consigo imaginar que tudo que eu fizer será inédito, em primeira mão, será único o que vier na sequência já será repetido. Eu tenho a chance de fazer uma grande abertura, e vou fazer”, comenta convicto.

Inspirado no filme “Rei Leão”, o enredo 2019 promete ser muito colorido e brincalhão como o próprio artista define. “Eu estou preparando várias surpresas, inclusive com alegorias que São Paulo nunca teve. Minha ideia é que a Colorado venha viva, renovada, eu quero ensinar algo e ao mesmo tempo passar muita alegria na avenida”, antecipa o Carnavalesco.

Entre as alegrias e as decepções que já viveu no mundo do Carnaval, Léo é objetivo em dizer que essa é sua a sua vida e que não saberia viver sem ele. “Confesso que não saberia fazer outra coisa, aqui eu fiz muitos amigos, uma verdadeira família, o Carnaval está inserido nos meus 365 dias do ano. A única coisa que me incomoda é o fato de ser julgado, eu ainda acredito que a arte não é feita para ser julgada, não gosto de ser avaliado, nunca gostei”, desabafa.

Descontraído e sempre sorridente, o Carnavalesco que a sete anos fincou raízes no Carnaval de São Paulo é seguro ao dizer que atualmente tem um único sonho. “Meu maior desejo em 2019, é permanecer no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo com a Corolado do Brás. Será uma grande junção, o meu desejo de permanecer e a garra da comunidade em ficar nesse cenário após 25 anos”, finaliza!