Felipe Araújo

Jorge Freitas: o brilho de um campeão

Detentor de cinco títulos no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, ninguém discute o talento e a luz própria do artista

13/03/2019 Redação Liga SP - Foto: Felipe Araújo

Predestinado a vencer, essa é a frase que pode ser usada por muita gente quando o assunto é Jorge Freitas, o atual Carnavalesco da Mancha Verde, e campeão do Carnaval de São Paulo.

Pentacampeão no Grupo Especial com dois títulos pela Gaviões da Fiel (2002 e 2003), um pela Rosas de Ouro (2010), um pela Império de Casa Verde (2016) e o último pela Mancha Verde (2019), o artista não cansa de dizer que todas as conquistas são fruto de muito trabalho e planejamento.

Aos 56 anos, o Carnavalesco, Maestro e Professor é natural de Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro. Casado há 36 anos, com Elizabeth Freitas, é pai de Taiana e Vinicius, o “mago” como é apelidado por muitos também tem dois netos, Duda e Jorginho. Para o artista que já renovou o seu contrato para 2020 com a própria Mancha, o trabalho na agremiação teve como ponto fundamental a integração familiar que a escola lhe proporcionou. “Quem me conhece sabe o quanto sou família, e o quanto os “meus” caminham lado a lado no desenvolvimento dos meus projetos. Na escola o espirito de família está presente em todos os setores, e isso só me serviu de impulso para unir a minha família com a família Mancha Verde, nos tornamos uma só família”, comentou.

Quando questionado sobre a importância que esse quinto título no Grupo Especial tem em sua carreira, Jorge, resume em uma única palavra, trabalho. “O espirito e o sentimento desse título é muito especial. O trabalho teve um processo de muito comprometimento e planejamento desde o início até a conquista desse tão sonhado campeonato. Nosso projeto foi audacioso, muitos questionam a verba que utilizamos, nada teria resultado se não tivesse trabalho e bom-gosto. Dos nove quesitos avaliados, o dinheiro ajuda em dois (visual e plástica), os demais foi fruto de muita união e muito trabalho”, desabafou.

Elogiando a doação dos componentes que ocorreu durante todo o processo, Jorge, afirma que sem essa entrega de todos nada seria possível. “Quando eu vi o apoio de toda a comunidade eu tive a certeza que faríamos um grande espetáculo. Tivemos um samba cantado por toda comunidade e por todos que nos assistiram, uma bateria que sustentou o nosso samba do início ao fim, uma comissão de frente e um casal muito forte, uma evolução solta, enfim, todos que desfilaram com a Mancha fizeram do Anhembi um grande salão de baile”, complementou.

Prestes a completar 20 anos no Carnaval de São Paulo, Jorge foi pioneiro em muitos aspectos para o desenvolvimento da nossa festa e ele declara que cada título conquistado é realmente um filho que se põem no mundo. “Em cheguei em 2000, aqui em São Paulo e tenho ciência de que ajudei muito no crescimento e na expansão do Carnaval como um todo. Esse título tem um gosto diferente porque é o mais recente, mas todas as conquistas anteriores, tem um sabor especial, até porque eles só chegaram depois de muito trabalho, e isso, é o reconhecimento. Confesso que hoje eu não preciso mais provar nada para ninguém, preciso provar pra mim, que sou capaz sim de a cada inovar e trazer algo melhor para o Sambódromo do Anhembi”, admitiu.

Concluindo esse bate-papo exclusivo com a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, Jorge Freitas fez questão de deixar uma mensagem a comunidade da Mancha Verde. “Agradeço de coração o engajamento que toda comunidade teve com o meu projeto, projeto esse que foi campeão e que sem eles não seria possível. Sem o comprometimento, a garra e a paixão deles nada seria possível. Muito obrigado e rumo a 2020”, finalizou.