Divulgação Liga SP

Liga SP e Sebrae abrem portas para a economia criativa

Pela primeira vez artistas envolvidos em diversas áreas da cultura ganharão capacitação para desenvolver suas aptidões dentro e fora do Carnaval

03/05/2019 Redação Liga SP - Foto: Divulgação Liga SP

Desenvolver, criar, recriar, se reinventar. Hoje o mercado de trabalho está cada dia mais exigente, competitivo e valorizando pouco o profissional que não estuda e se aperfeiçoa. Pensando nisso a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo em parceria com o Sebrae prepara para o segundo semestre um curso que irá capacitar artistas de diversas áreas culturais, a ideia é auxiliar todos os interessados a enxergar outras possibilidades de trabalho pós carnaval, sejam eles músicos, coreógrafos, artesãos, estilista e até carnavalescos.

E não pense que esse projeto ganhará forma só daqui alguns meses, desde abril especialistas em economia criativa vem ouvindo esses profissionais, no intuito de criar algo dinâmico, produtivo e imprescindível para suas respectivas carreiras.

Em formado de entrevista/questionário, os interessados expõem suas dúvidas, alegrias e angustias sobre a realidade de seu trabalho. Num segundo momento todas essas informações irão se cruzar e assim de uma forma inovadora e inédita nascerá o curso “Capacitação de Artistas em Gestão”, que a princípio será aqui em São Paulo, mas que em breve deverá ganhar nível nacional.

Ciente da relevância que esse projeto tem para a comunidade artística e todos os resultados positivos que essa parceria irá trazer a esses profissionais, o Presidente da Liga SP, Paulo Sergio Ferreira se colocou inteiramente a disposição para pessoalmente acompanhar passo a passo cada etapa. “Esse projeto irá fazer uma transformação nos principais agentes da economia criativa, por isso, faço questão de participar da primeira turma. Ter um parceiro que entende verdadeiramente as nossas necessidades como o Sebrae vem fazendo, é imprescindível. Hoje essa parceria nos trouxe a possibilidade de evoluir em duas frentes extremamente expressivas, a operacional e a artística, sinceramente, é um sonho, só temos que comemorar”, argumentou o presidente.

Idealizadora do projeto e também envolvida em todas as etapas do processo, a coordenadora de projetos sócio culturais da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, Lucia Helena da Silva, fez questão de demonstrar toda sua satisfação e seu agradecimento pela confiança que vem sendo depositada pelo Sebrae nesse projeto, reafirmando mais uma vez a importância dessa iniciativa pioneira. “A Liga SP se sente lisonjeada com essa parceria que visa atender os agentes da economia criativa, o Sebrae se colocou na condição de ouvir os profissionais e a Liga por sua vez está fazendo o papel de trazer as diversas pessoas da arte para esse intercambio. O ponto de partida é construir um produto inédito com a linguagem que eles mais entendem, afinal, estamos falando do seguimento que mais cresce no Brasil, é essa proposta é fundamental”, comemorou.

Para os consultores de economia criativa do Sebrae, Douglas Figueiredo Macedo e Fabricio Siansi que seguem realizando as entrevistas com os interessados em crescer no seu seguimento, a principal argumentação é que muitos desses profissionais não se enxergam como empreendedores. “O mais importante nesse primeiro momento é construir uma visão de todas as dificuldades e conquistas que podem integrar essa cadeia criativa. Precisamos trazer as soluções que apresentem realmente um novo horizonte e enxergar como isso pode mudar efetivamente o dia-a-dia dessas pessoas”, comentou Douglas.

“Vale ressaltar que não estamos apenas preocupados com a parte profissional dos indivíduos, mas também com a parte pessoal, como é a vida familiar dele, os sonhos, os desejos, enfim, uma vida melhor e mais justa. Eles precisam se sentir pertencentes não apenas ao Carnaval, mas sim, pertencentes a uma sociedade e a um trabalho que posso trazer frutos também nos meses ociosos”, reafirmou Fabricio.

Já para a consultora de cultura empreendedora do Sebrae, Beatriz Biscalchim, essas entrevistas foram de fundamental importância para conhecer quem são o público desse “novo” produto que vem sendo criado. “Precisamos de um produto que atenda efetivamente as necessidades desses criativos, afinal, cada um tem o seu desafio particular e ao mesmo tempo muitos desses desafios são comuns a várias profissões. Agregar e caminhar em paralelo com outras possibilidades além do Carnaval, é o nosso maior desafio. Implantamos com profissionais ligados ao Carnaval, mas queremos que essas pessoas possam unir esse aprendizado fora dos barracões também”, afirma Beatriz.

Os primeiros resultados devem ser conhecidos nos próximos meses e o projeto deve ter início ainda no segundo semestre de 2019.