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Marcelo Messina/Liga SP

Obra social virou escola de samba

Dom Bosco surgiu de iniciativa do Padre Rosalvino Viñayo de tirar jovens das ruas

15/11/2017 Redação Liga SP - Foto: Marcelo Messina/Liga SP
A Obra Social Dom Bosco atua desde 1981 ajudando jovens com abrigo, refeições, estudos e capacitação profissional. Mas há 18 anos um braço da obra vem se destacando e ganhando espaço no mundo do Carnaval: a escola de samba Dom Bosco.
 
A história é contada pelo Padre Rosalvino Viñayo, presidente da Obra Social. De acordo com ele, o batuque foi a solução encontrada para despertar o interesse de jovens menos disciplinados.
 
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"A gente precisava de uma proposta que atraísse essa juventude que não gosta muito de escola, de disciplina, de horário... Ou eu criava um pequeno projeto, um programa de inserção, ou estava com essa juventude perdida", disse Rosalvino.
 
"Então meu instrumento para poder ter a juventude próxima e também evitar males maiores foi uma pequena bateria, batendo latas e panelas, com tudo o que podia fazer barulho", completou o presidente da Dom Bosco.
 
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Foi desta ideia que surgiu, em 1999, o Bloco do Padre, grupo que abria os desfiles dos blocos da região de Itaquera, Zona Leste de São Paulo, que passavam por avenidas próximas como a Jacu-Pêssego. Mas a coisa foi crescendo e o que começou sem grandes pretensões se tornou a escola de samba Dom Bosco, hoje no Grupo de Acesso 2 do Carnaval paulistano.
 
Todos os ritmistas da agremiação são jovens um dia acolhidos pela Obra Social. E muitos deles hoje participam de grandes escolas do Grupo Especial.
 
"Naquele tempo da Rota na rua, aqui era uma área de extermínio. Quantos meninos que eu salvei, que eu evitei chegando a diálogos com a polícia... Falava 'manda pra mim que eu vou tentar mudar', disse Rosalvino.
 
"E essa bateria foi onde essa meninada toda entrou de carne e osso, do pé à cabeça", prosseguiu o padre. 
 
Para o Carnaval 2018, a Dom Bosco terá o reforço do carnavalesco Flávio Campello, que conquistou em 2017 o título do Grupo Especial com a Acadêmicos do Tatuapé e atualmente está no Tucuruvi.
 
"O Flávio se apresentou como alguém que queria um projeto diferente. Disse: 'Padre, eu fiz Tatuapé, ganhei o campeonato, mas queria me inserir também, algo social, ver a sociedade, ver a juventude'", contou Rosalvino.
 
A Dom Bosco de Itaquera será a segunda escola a desfilar no dia 12 de fevereiro. O enredo apresentado se chama "Bem aventurados os homens e mulheres de boa vontade".

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