Camisa Verde e Branco

Ficha técnica

Fundação: 04/09/1953

Cores oficiais: Verde e Branco

Presidente: Hervando Luiz Velozo

Vice: Washington Adão

Comissão de Carnaval: Vaníria Nejelschi, Janssen Balgobin, Marcelo Tupinambá e Renato Stinn

Diretor de Bateria: Mestre Jeyson Ferro

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Vinicius Henrique de Souza e Joice Cristina Brito Prado

Diretora de Carnaval: Magali dos Santos

Diretores de Harmonia: Edimilson, Vitché e Idalor 

Rainha de Bateria: Carol Amaral

Rainha Juvenil: Ariê Suyane

Musas: Sheila Neves (musa)  e Camila Prins (musa trans)

Madrinha da Escola: Estação Primeira de Mangueira

Enredo de 2018: “100% Camisa Verde e Branco Carnavalizando Mário de Andrade. O Berço do Samba, o Poeta e o Herói na Paulicéia Desvairada”

Intérprete: Nêgo

Melhor colocação no Grupo Especial: 9 títulos (1974, 1975, 1976, 1977, 1979, 1989, 1990, 1991 e 1993)

Enredo 2018

Letra do Samba

100% CAMISA VERDE E BRANCO. CARNAVALIZANDO MÁRIO DE ANDRADE, O BERÇO DO SAMBA, O POETA E O HERÓI NA PAULICÉIA DESVAIRADA

Eu sou Camisa, celeiro de bambas
Do berço do samba vem minha raiz
Mario de Andrade reluz em meu manto
Cem por cento Verde e Branco

O trevo é meu talismã
Na força da fé, é quem me guia
Resgatando as memórias do povo
Vamos embarcar na fantasia
Com personagens do poeta brasileiro
Viajo pelo mundo inteiro
Ai que preguiça bordão genial
Macunaíma herói nacional
Voei no tempo onde tudo começou
Pra exaltar a fina flor

Vem ver o batuque do tambor
Vindo do interior, firmou ponto no terreiro
Desde cordão, fiz do samba um ideal
Tetra campeã do Carnaval

E Barra Funda, onde a arte do menino floresceu
Entre notas musicais, poemas, saraus
O movimento modernista aconteceu
Surge um viaduto é o progresso
Ou será um retrocesso, meu Tietê
E hoje a mais querida
De braços dados com o poeta na avenida
Ilustre filho desse chão
Estrela do meu pavilhão

Compositores: Dennis Patolino, Guilherme Garoa e Victor 7

Nossa história

A história da Camisa Verde e Branco já tem mais de um século. Ela começou em 1914, quando foi criado o “Grupo Carnavalesco Barra Funda”, liderado por Dionísio Barbosa.
 
Na época, os homens do grupo saíam pelas ruas da região vestidos de camisas verdes e calças brancas.
 
Durante o Estado Novo, os integrantes do Barra Funda foram confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político de Plínio Salgado, e por isso foram perseguidos pela polícia de Getúlio Vargas até deixarem de desfilar, em 1936.
 
Depois de 17 anos, em 1953, Inocêncio Tobias, o Mulata, criou um movimento para reorganizar o antigo grupo carnavalesco. Em 4 de setembro, nascia o Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco. Logo no seu primeiro ano desfilando como cordão, o Camisa Verde venceu o campeonato com o enredo “IV Centenário”.
 
O Camisa ainda seria campeão como cordão mais quatro vezes: 1968, 1969, 1971 e 1972 (ano este em que os cordões já estavam em decadência com a popularização das escolas de samba). Depois do carnaval de 1972, o Camisa seguiu o caminho natural e, com o fim dos cordões, se tornou uma escola de samba e, dois anos mais tarde, em 1974, conquistou o seu primeiro título do Grupo Especial como escola, feito que se repetiria mais oito vezes.
 
Durante a Ditadura Militar, a escola tentou produzir um enredo sobre João Cândido, herói da Revolta da Chibata, mas a proposta foi censurada pelos generais da época.
 
Após um período de muito sucesso, a virada de século não foi tão boa para o Camisa. Entre o final da década de 2000 e início de 2010, a escola passou ter dificuldades para manter-se no Grupo Especial. A agremiação está no Grupo de Acesso desde 2013.

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