Foto: Felipe Araújo/Liga-SP
O sambódromo do Anhembi abriu o coração e a Dragões da Real deixou falar a emoção. A escola presidida por Renato Remondini, o Tomate, coloriu a passarela do samba com muita alegria na sexta-feira de Carnaval, 21 de fevereiro. “A Revolução do Riso: A Arte de Subverter o Mundo Pelo Divino Poder da Alegria”, enredo desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes, apresentou o riso desde os deuses até a cura. Dragões da Real terminou o Carnaval SP 2020 em 6º lugar do grupo Especial.
Qua qua rá qua quá, deixa as mágoas pra lá
A comissão de frente, coreografada por Ricardo Negreiros, trouxe para a Avenida uma trupe de saltimbancos, artistas de rua que recebem um jovem sonhador com grande talento para encantar. Com integrantes dentro e fora do tripé, um mambembe, típica morada de artistas itinerantes, a comissão de frente interagiu com o público durante toda a extensão da pista.
A ópera a céu aberto em cinco atos
O ar era militar, o clima era de luta, mas o ataque era de riso! De forma cômica, a Dragões abriu seu desfile com uma guerra contra as mágoas. No segundo setor, a alegria dos deuses influencia na criação do mundo. A alegoria de número 2 representa a festa dionisíaca, onde os discípulos de Dionísio ficam livres para expressar felicidade. A sátira da realidade foi abordada no terceiro setor do desfile da Dragões da Real, que traz para a avenida o riso como poder de crítica. No quarto setor, o humor é arma contra a censura e a cólera. A alegoria 4 trouxe Chaplin e O Grande Ditador. O desfile se encerrou com uma mensagem clara: o riso cura. Homenagem aos Doutores da Alegria e um “brinquedão” no quinto carro como hospital fizeram a alegria do público.
Mestre-sala e porta-bandeira
Os guardiões do primeiro pavilhão da Dragões da Real eram, também, os guardiões da alegria. Rubens de Castro e Evelyn Silva vestiram bom e velho riso para conduzir o símbolo maior da comunidade de gente feliz.
Vem comigo gargalhar
No segundo refrão do samba-enredo, as alas pularam de um lado para o outro, de forma intercalada, criando um efeito visual de folia. Entoado por Renê Sobral, o samba é de autoria de Aquiles da Vila, Rapha Sp, Marcus Boldrini, Leandro Flecha, Ítalo Pires e Salgado Luz.