Camisa Verde e Branco

Ficha técnica

Fundação: 04/09/1953

 

Cores oficiais: verde e branco

 

Presidente: Francisco da Costa (Pelezão)

 

Carnavalesco: Cláudio Cavalcante (Cebola)

 

Mestre de Bateria: Marco Antônio (Marcão)

 

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Gabriel Golveia e Joice Prado

 

Diretor de Carnaval: João Victor Ferro

 

Diretores de Harmonia: Adriana Ferreira, Ailton Mesquita e Leonardo Trindade

 

Intérprete: Tiganá

 

Coreógrafo da Comissão de Frente: Roberto Mafra

 

Colocação em 2019: 6º lugar - grupo de Acesso

 

Ordem do desfile em 2020:
Grupo de Acesso - Domingo - 23/02
7ª escola a desfilar - 03h00

 

Enredo:  “Ajayô: Carlinhos Brown, candombléss, tambores e batuques ancestrais”

Enredo 2019

Letra do Samba

AJAYÔ: CARLINHOS BROWN, CANDOMBLÉSS, TAMBORES E BATUQUES ANCESTRAIS

 

Laroyê! Exu mojubá
Xeu êpa babá, meu pai Oxalá
É sangue africano correndo nas veias
Ecoa o batuque que vem do porão
A voz não se cala na dor da luta
Sou negro no açoite da escuridão
Ê Bahia de todos os santos
"Savalu Vodun Zo" magia e encanto
Na festa de candomblé vai ter xirê
Atotô meu pai Obaluayê
Oraieieô mamãe Oxum venha me valer

 

Ogan bateu o tambor
Okê okê arô, kabecilê Xangô
Patacori Ogum, eparrei Iansã
Odoya, saluba Nanã 

 

Nascido no candeal ao som do Ilê Aiyê
No toque do timbal... vem ver
Timbalada descendo a ladeira
No Pelô, Olodun levanta a poeira
Eu sou do gueto não sou de brincadeira
Eu vou cantar no "trio" eu vou
Espalhando axé pela cidade
Aplausos ao tribalista da canção
Nos palcos da vida à consagração
Carlinhos Brown é verde e branco
No Trevo do meu coração

 

Salve a batucada do meu canjerê
A Furiosa toca samba pra você
Salve a Barra Funda
Meu eterno amor, Ajayô... Ajayô

 

Compositores: Turko, Maradona, Zé Paulo Sierra, Rafa do Cavaco, Fabio Souza, Almir Menezes, Bira Moreno, Pedro Carmo, Erasmo Dias, Mário Lúcio e Cunha Bueno

Nossa história

A história da Camisa Verde e Branco já tem mais de um século. Ela começou em 1914, quando foi criado o “Grupo Carnavalesco Barra Funda”, liderado por Dionísio Barbosa.
 
Na época, os homens do grupo saíam pelas ruas da região vestidos de camisas verdes e calças brancas.
 
Durante o Estado Novo, os integrantes do Barra Funda foram confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político de Plínio Salgado, e por isso foram perseguidos pela polícia de Getúlio Vargas até deixarem de desfilar, em 1936.
 
Depois de 17 anos, em 1953, Inocêncio Tobias, o Mulata, criou um movimento para reorganizar o antigo grupo carnavalesco. Em 4 de setembro, nascia o Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco. Logo no seu primeiro ano desfilando como cordão, o Camisa Verde venceu o campeonato com o enredo “IV Centenário”.
 
O Camisa ainda seria campeão como cordão mais quatro vezes: 1968, 1969, 1971 e 1972 (ano este em que os cordões já estavam em decadência com a popularização das escolas de samba). Depois do carnaval de 1972, o Camisa seguiu o caminho natural e, com o fim dos cordões, se tornou uma escola de samba e, dois anos mais tarde, em 1974, conquistou o seu primeiro título do Grupo Especial como escola, feito que se repetiria mais oito vezes.
 
Durante a Ditadura Militar, a escola tentou produzir um enredo sobre João Cândido, herói da Revolta da Chibata, mas a proposta foi censurada pelos generais da época.
 
Após um período de muito sucesso, a virada de século não foi tão boa para o Camisa. Entre o final da década de 2000 e início de 2010, a escola passou ter dificuldades para manter-se no Grupo Especial. A agremiação está no Grupo de Acesso desde 2013.

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