Mocidade Alegre

Ficha técnica

Fundação: 24/09/1967

 

Cores oficiais: vermelho e verde

 

Presidente: Solange Cruz Bichara Rezende

 

Vice-presidente: Mestre Sombra

 

Carnavalesco: Edson Pereira

 

Mestre de Bateria: Sombra

 

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Uilian Cesário e Karina Zamparolli

 

Diretor de Carnaval: Junior Dentista

 

Diretor de Harmonia: Carlos Magno

 

Rainha da Bateria: Aline Oliveira

 

Intérprete: Igor Sorriso

 

Coreógrafo da Comissão de Frente: Jhean Allex

 

Colocação em 2019: 8º lugar - grupo Especial

 

Ordem do desfile em 2020:
Grupo Especial - Sábado - 22/02
4ª escola a desfilar - 01h45

 

Enredo: “Do Canto das Yabás, Renasce Uma Nova Morada”

Enredo 2019

 

Letra do Samba

 

DO CANTO DAS YABÁS, RENASCE UMA NOVA MORADA

 

Olorum, supremo criador do universo
Seus olhos sofrem com meus gestos
Oh, meu senhor
Agô, meu pai maior... tato caos, destruição
No aiyê, o tambor vai ecoar
É preciso acreditar na grandeza de Obatalá
Yaô, bela menina... yaô (ôô), a esperança
Entregue nos braços de Yemanjá
Nas águas purificar... Odoyá

 

Deusa do amor... mamãe Oxum
Vento sopra e traz a força de Oyá
Na pureza de Ewá, um novo amanhã
A coragem vem de Obá, o saber vem de Nanã

 

Eh mulher 'feita' no poder da criação
Das águas, do solo, da chama sagrada
Soprando os segredos da renovação
Com a benção de Orum, clareou, clareou
Ritual, feitiçaria, no ayê um novo dia
Santuário que das cinzas ressurgiu
Natureza em harmonia então sorriu
Lá vem elas... guerreiras... poderosas yabás...
Carregada de axé
Nossa Morada renascerá

 

Yabá cantou, o chão estremeceu
O corpo arrepiou, a lágrima correu
Oh, mãe rainha, te ofereço na Avenida
A Mocidade emoção da minha vida

 

Compositores: Biro Biro, Fabio Souza, Luis Jorge, Maradona, Rafa Do Cavaco, Ratinho, Silas Augusto, Turko e Zé Paulo Sierra

Nossa história

A Mocidade Alegre foi fundada em 24 de setembro de 1967. A inauguração da sede e quadra de ensaios da agremiação aconteceu após três anos, em 1970, na Avenida Casa Verde. Anterior a essas datas, em 1950, os fundadores Juarez Cruz, seus irmãos Salvador Cruz e Carlos Cruz, e mais dois amigos já saiam fantasiados de mulher pelas ruas da região central da cidade, com o grupo intitulado “Bloco das Primeiras Mariposas Recuperadas do Bom Retiro”.
 
Os foliões faziam alusão às situações que aconteciam na época, como a recuperação dos bondes e o fechamento dos prostíbulos do bairro de Bom Retiro. Em 1963, a escola teve pela primeira vez a participação de uma mulher. Neide, esposa do Sr. Salvador Cruz, desfilou fantasiada de palhaço assim como os demais participantes do grupo.
 
O termo “Morada do Samba” foi criado por um integrante da escola que sintetizava os principais objetivos da diretoria comandada por Juarez: abrir as portas da Mocidade para qualquer sambista, de qualquer co-irmã, qualquer pavilhão… um lugar para o sambista se sentir em casa.
 
A preocupação com a cultura também foi uma das características mais fortes da Mocidade logo nos primeiros anos. Isso baseou-se tanto na difusão da cultura sambística para fora da escola ,como na absorção de repertórios culturais externos para enriquecimento intelectual da comunidade.
 
A Morada do Samba também teve a honra de ser a primeira escola de samba a ser convidada pelo Ministério da Cultura a representar o samba paulistano na Europa, viajando para a Ilha da Madeira. Foi na década de 1970 que foi implantado o Departamento Cultural, que teve no professor Ivo Rodrigues uma de suas figuras mais emblemáticas.
 
A rápida ascensão reservou à Mocidade Alegre muitas vitórias conquistando o título de pentacampeã do Grupo Especial entre os anos de 1969 e 1973. Dos mais recentes troféus de campeã estão as premiações em 2004, 2007, 2009, e o glorioso tricampeonato alcançado de 2012 a 2014.

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